Rendição e integração

Lua Cheia_5 julho 2020

Esta Lua Cheia, cuja energia está acentuada pelo eclipse (ecoando outros eclipses anteriores e vindouros) convida a um mergulho nas zonas de sombra ligadas à família, à casa (o corpo-casa, a casa-refúgio-com-porta-e-telhado, o país-casa, o planeta-casa) e aos afetos. É pertinente colocar algumas questões a este respeito: Quem te nutre? Quem amas? Quem integra a tua comunidade de amor? Como cuidas da(s) tua(s) casa(s)? O que te move? Qual a tua vocação nesta encarnação (ou, mais simplesmente, o que te faz vibrar em alegria criativa)?

Há muita energia disponível para mudar paradigmas que já não nos servem (nomeadamente reorganizar as constelações de afetos) e para colocar planos em andamento (após os últimos meses de suspensão) — é um tempo de ação e de vitórias. O lado negro será o desejo de controlo, que gera medo e pessimismo; vamos ficar atentos para estes fatores não bloquearem o processo. Este mergulho pede solidão e confiança: conseguimos olhar as sombras e os medos que delas saltam sem reatividade, como mais uma experiência a transmutar? Este mergulho pede rendição à energia do coração, que integra Terra e Céu, matéria e espírito, permitindo-nos agir a partir de um espaço de aceitação amorosa. Assim, poderemos realizar a integração das nossas vivências, reconhecendo e aceitando o caminho percorrido e traçando uma rota para os próximos meses, em flexibilidade (palavra-chave nos tempos que correm), confiança e gratidão pelas bênçãos que recolhemos a cada instante.

Image Diana V. Almeida. Street Art, Lisboa.