A palavra poder

Lua Cheia_20 outubro 2021

Em 2014, quando criei os projetos do Escrever e Afinar o Coração, ao compreender não desejar prosseguir a carreira académica, escrevi uma reflexão sobre criatividade chamada “A palavra poder” [clica AQUI para aceder ao texto], argumentando que todos temos acesso às fontes criativas. Hoje retomo esse título para refletir sobre o empoderamento a que estamos agora a ser convidados, nestes dias de cada vez mais feroz intensidade, em que se torna clara a importância do alinhamento interno.

Há muitos equívocos sobre o conceito de poder, normalmente associado a condicionalismos externos que nos impedem de prosseguir os nossos desígnios, tornando-nos vítimas das circunstâncias cruéis. Contudo, as atuais conjunções planetárias vêm recordar que a raiz do poder reside, antes de mais, no espaço interior sagrado em que nos ligamos ao propósito maior da nossa alma nesta encarnação. Mais, atravessamos tempos em que a própria velocidade dos eventos propicia uma constante revisão, permitindo-nos abandonar modelos percetivos desatualizados para o nosso atual nível de desenvolvimento e refazer padrões comportamentais, ficando deste modo mais alinhados com as reais potencialidades do nosso Ser.

Tenhamos, pois, a coragem de deixar fluir as emoções mais densas, sem julgamento, assumindo o papel de observador compassivo de nós mesmos, e elevar assim a nossa frequência, em harmonia com os atuais padrões vibracionais da nave Terra. Neste upgrade em que a humanidade se encontra, é, de facto, cada vez mais simples aceder à intuição, faculdade que nos conecta com entidades várias que nos sustentam — chamemos-lhes Guias e Mestres, Anjos da Guarda ou o que queiram (embora, na verdade, estejamos a falar de realidades distintas, mas isso é outra conversa).

Chegou, pois, o momento de honrar a palavra poder, alinhando o nosso foco energético (quanto tempo perdemos em acusações, lamentações, maledicência, distrações de índole diversa?) com aquilo que efetivamente queremos manifestar. Nesta Lua Cheia, honra o teu poder, move a energia estagnada que te impede de avançar (dança, chora, corre, chama um orgasmo…) e reclama o teu lugar no mundo, rendido à vontade divina.

Image Diana V. Almeida. Street Art, Lisboa