Manifestar milagres

Lua Nova_15 novembro 2020

A Lua Nova deixa ver o céu estrelado e recorda que somos pó de estrelas, uma alma em movimento pelas galáxias, encarnada agora num corpo para uma experiência de aprendizagem na nave Mãe Terra. As atuais conjugações astrológicas — algumas das quais culminarão a 21 de dezembro, no solstício de inverno, marcando a entrada oficial na Era de Aquário — propiciam o alinhamento com o nosso propósito sagrado, na certeza de que o nosso bem maior serve a elevação da consciência de toda a humanidade.

Vai-se clarificando o serviço sagrado que cada um de nós aqui vem realizar, a dádiva da nossa absoluta singularidade, na certeza de que quanto maior a oferta, mais iremos receber. E o que é a abundância senão a entrega apaixonada ao chamamento do Espírito, em alegria e fé? Reconhecendo a energia do medo que nos circunda rumorosa, podemos escolher transmutá-la a nosso favor, como fazem os marinheiros navegando à bolina.

A fluidez dos elementos — esta Lua mergulha nas águas internas e recorda que a vida é um processo em movimento, mais do que uma série de objetivos a cumprir — permite-nos mudanças extraordinariamente rápidas. E o mundo precisa da nossa assertividade confiante, ancorada na observação atenta e na intuição refinada. É tempo de (re)ver o mapa, definir rota, escolher companhia e manifestar milagres.

Image Diana V. Almeida. Street Art, Lisboa.

Fazer perguntas

Lua Cheia_31 outubro 2020

A segunda lua cheia do mês retoma os tópicos que têm vindo a ser alumiados ao longo dos últimos tempos, na dança dos astros que prepara a entrada oficial na Era de Aquário. Esta nova idade da Terra integra a singularidade individual num tecido comunitário que reconhece e celebra as diferenças (vs. valoração de padrões uniformes incitados por modelos competitivos). Agora, o saber advém de uma construção pessoal, a partir do trabalho interno face à pluralidade de dados e à multiplicidade de estímulos que recebemos (vs. imposição de uma verdade institucional ao serviço de hierarquias de poder).

A ênfase recai, pois, na responsabilidade de cada um traçar o caminho a percorrer, num momento em que se torna vital honrar a intuição para navegar num mundo onde a densidade se manifesta através do medo e da manipulação coletiva. Para fortalecer as nossas fundações e escolhermos rota é fundamental conseguirmos estabelecer limites e usarmos o discernimento para decidir quando dizer “não”. Daí a importância de colocarmos em questão as coisas que habitualmente tomamos por garantidas, incluindo os mecanismos de ação e de pensamento quotidianos. É tempo de fazer perguntas e flexibilizar respostas, escutando mais fundo a voz da consciência.

Neste momento temos ao nosso dispor uma energia de abundância — tanto a nível material e espiritual, como das potencialidades criativas e da integração / cura emocional. Para nos sintonizarmos com esta oferta, tenhamos coragem de abandonar velhos padrões, de deixar ir os apegos, criando espaço para o novo crescer.

Image Diana V. Almeida. Blue Moon. Street Art, Lisboa.

Equilibrar polaridades

Lua Nova_16 outubro 2020

A atual intensidade energética é por demais evidente, seja pelo crescente medo de contágio que acentua a separação dos corpos, seja pelo facto de as sombras internas aparecerem ampliadas face ao caos exterior. A tendência, nestes momentos, é o apego a velhos modos de pensar e agir, que nos escudam na falsa segurança, e nos impedem de apreender a panóplia de possibilidades que se abrem em nosso redor. Do passado, podemos recolher referências, mas só do instante presente surge inspiração para experimentarmos algo (radicalmente) novo.

As polaridades estão em reequilíbrio agora, em particular a energia feminina e masculina, para que possamos redescobrir e honrar as qualidades sagradas de cada uma destas fontes. De modos imprevisíveis (animação não falta!), seremos confrontados com os velhos estereótipos, purgando excessos e aprendendo a realizar o casamento místico do sagrado feminino e masculino. É uma espécie de convite ao tantra existencial, pois.

Face à velocidade da mudança com que somos confrontados, é fulcral ancorar energia com disciplina e discernimento, cuidando de ti e dos outros, e escolhendo bem que tipo de vibrações queres deixar reverberar no teu campo energético. Enraíza na força da alegria e sustenta o teu sentimento de pertença a uma comunidade de afetos, reconhecendo e celebrando todos os que têm nutrido a tua experiência nesta vida.

Tomando em conta a importância de evitar excessos, perseverar na paciência  e mergulhar no espaço interno, somos também convidados a brilhar, alumiando o caminho para a mudança coletiva em curso. Ergue-te em júbilo e coragem, irradiando por toda a parte Amor.

Image Diana V. Almeida. Street Art, Lisboa.

Ritual

Algumas pessoas perguntam como é fazer magia. Para mim, a magia é operacionalizada através de uma série de práticas sobretudo de caráter intuitivo, baseadas em rituais. Um ritual é um conjunto de ações que pretendem abençoar e louvar (convocar energias benéficas, entre elas a gratidão) e/ou curar (movimentar e transmutar) uma dada situação (uma ferida existencial ou de alma).

Ao longo dos últimos milénios, temos vindo a ser despojad@s da espiritualidade enquanto prática individual, inspirada em tradições mas vibrando sobretudo na escolha da alma. Por isso achamos que os rituais só podem ser feitos por outros (pelo conservador que casa no registo civil, pelo padre que batiza na igreja).  Na verdade, qualquer pessoa pode fazer um ritual, convocando o seu poder interno e unindo-se às forças cósmicas.

Na semana passada, encontrei uma amiga estrangeira com quem já não estava há quase dois anos. Fomos até à floresta na montanha de Sintra e o espaço onde chegámos era tão especial que acabámos por improvisar um ritual. Foi um momento de rara força e beleza.

Image Diana V. Almeida. Sintra, Oct. 2020.

Trabalho de parto

Lua Cheia_1 outubro 2020

Há anos sonhei que estava a dar à luz: no sonho, vi perfeitamente a cabeça do bebé descer dentro de mim e sair para o mundo. Acordada, e embora desejasse muito ser mãe de carne e sangue nessa altura, compreendi que parte importante de mim nascia de novo naquele instante. Agradeci essa visão.

Estamos todos agora em trabalho de parto, num momento em que as estruturas internas e externas se movem para dar lugar a algo radicalmente novo, que se irá consubstanciar nos próximos anos. Vários mestres têm vindo a anunciar esta nova Terra, a ascensão da consciência planetária na Era de Aquário, em que a liberdade individual se tece na progressiva harmonia coletiva, superando a dualidade entre energias feminina e masculina, qualidades comuns a todos, quer tenhamos corpo de homem ou de mulher (independentemente da pluralidade de orientações sexuais e das reflexões dos Estudos de Género).

O processo da encarnação é complexo e o parto uma das experiências mais traumáticas da nossa existência, exigindo tanto ao bebé como à mãe resiliência, confiança, coragem, flexibilidade e força, qualidades a cultivar nos próximos meses. Importante, pois, honrarmos o corpo, veículo através do qual o espírito se manifesta na dimensão terrena — ama-te, cuida-te, sê a Luz que És.

Image Diana V. Almeida. Street Art, Lisboa.

Curso abr-jul ’15 e convite 21 mar.

Escrever o Coração_7 Escritas

8 módulos 4h, sábado, 15 -19h.
abril: 11, 25. maio: 9, 23. junho: 6, 20. julho: 4, 18.
Valor de troca: 40 corações mensais, com redução de 10% para quem trouxer um amigo ou pagar de uma só vez o curso todo. O material de escrita está incluído, assim como um lanchinho, para sustentar o corpo neste empenho.
Local — Rua Bernardim Ribeiro 32, R/C Esq.
21 março ’15 — manhã aberta a escrever o coração — 11h30/12h30 — inscrições dianavcalmeida@gmail.com