Escolher a magia

Lua Nova_6 out. 2021

A magia parte da crença na possibilidade operativa dos ritos e da linguagem, decretada nas escrituras de muitas das religiões conhecidas, em que o Verbo Divino criou o mundo (aliás, também o Big Bang é uma explosão sonora, como o nome indica). Quando moramos na frequência mágica, sabemos reverberar com o universo, que connosco comunica através de uma série de sinais, dotando de consciência a coincidência. Assim, a atenção a cada instante nos convoca a decifrar o mistério do mundo como texto sagrado.

À medida que se intensifica a energia coletiva, nesta fase de transição planetária — tanto da Terra (nas suas múltiplas manifestações) como da humanidade —, torna-se crucial a escolha. Nesta Lua somos convidadas [deixem-me lá fazer um plural feminista!] a (re)definir, numa escolha cada vez mais clara, a frequência com que nos alinhamos.

Vamos continuar a vivenciar o drama telenovelesco 3D, no papel de vítimas histriónicas, mão ao peito e olhos revirados ao alto, ou assumir completa e total (sem margem para dúvida, veja-se) responsabilidade pela nossa vida? Vamos continuar a vibrar no medo, na dúvida, no poucochinho, no está-se mal, ou aceitar que todas as opções têm consequências e focar energia em manifestar a nossa realidade?

Ninguém disse que ia ser fácil, e, de qualquer modo, o ser humano progride através dos desafios. Por isso, se o teu caminho está bloqueado, chegou talvez o momento de tentar uma abordagem nova (ouço os Monty Python em pano de fundo, “And now for something completely different!”) — a magia criativa. Como bruxa, posso assegurar que é bem divertido.

#image_dianavalmeida

Magic crystal recharging