A verdade do corpo

Lua Cheia, 4 junho 2023

[1 semana e 1 dia depois]

Nestes dias tem vindo à tona a verdade do corpo, entidade multidimensional em relação misteriosa com os segredos do nosso (de todos e de cada um) mundo. O médico canadiano Gabor Maté argumenta, aliás, que a teimosa separação entre o domínio físico, emocional, mental e espiritual gera mal-entendidos graves na medicina ocidental, ainda presa à falácia da racionalidade materialista. É, pois, importante desenvolver “competência emocional” para podermos ter consciência daquilo que sentimos, conseguindo demarcar limites (sem recalcar emoções por receio ou desejo de agradar) e expressar as nossas reais necessidades no presente (sem projetarmos carências passadas, muitas das quais radicadas na infância).

Maté é conhecido pelo seu trabalho sobre trauma, por si recodificado como potencial força, na medida em que constitui uma oportunidade para reapreciar a nossa história de vida. Começando por legitimar o valor das estratégias por nós anteriormente usadas para lidar com situações de stress, podemos escolher criar novos modos de (re)agir diante dos desafios da vida.

O stress é a resposta primeva do corpo para garantir a homeostase, desencadeando uma série de processos fisiológicos que permitem a sobrevivência, mas se tornam altamente nefastos a longo termo, ou seja, nas situações de stress crónico que, na sociedade industrializada, se manifestam sobretudo a nível emocional. Curioso é também o facto de a biologia do stress — com alterações hormonais que afetam, entre outros, o sistema imunitário e digestivo — ser aditiva. Assim, um nível elevado de stress torna-se a norma para alguém a ele habituado, que considerará entediante um estilo de vida mais pacato.

Nesta fase do ano, estamos todos ansiosos por uma pausa, pois os ritmos de trabalho por vezes quase exigem a obliteração do corpo, ao serviço de metas e prazos. Assim sucedeu comigo na semana passada, em que acumulei noitadas e folhas de Excel, para lançar as notas a tempo, na reta final do período escolar. Ainda sinto o impacto de tal loucura, pois o corpo, veículo transitório na alegria dolorosa da encarnação, vai perdendo flexibilidade ao envelhecer, tornando mais difícil retomar o equilíbrio perturbado pelo movimento extremo.

À medida que os anos passam, vou percebendo perturbadores padrões disfuncionais, que persisto em repetir. Nesse movimento de consciência, porém, consigo ir fazendo ligeiras alterações de curso, que, somadas, quero crer, me permitem ajustar a trajetória e criar maior coerência interior. Assim possamos seguir, crescendo. 

#image_dianavalmeida — Pormenor do quadro Duas Irmãs, de Eduardo Malta (1939).

sobre o meu trabalho

Próximas DATAS — 1 julho: Escrever o Coração_ Tranquilidade (11h-18h30, Casa Pavan, Fontanelas, Sintra) + 24 junho e 22 julho: Caminhar no Coração, com Maria João Ferraz (10-14h, Floresta de Sintra)

Menopausa em Círculo, com Avani & Rute Novais. 30 setembro (trimestral)_16h-18h, local a anunciar em breve.

O meu serviço centra-se em três áreas — Energia, Criatividade e Visão. 

Ofereço uma terapia holística, combinando energia, taças tibetanas, cristais, sinergias de óleos essenciais personalizadas e (se a tua pele quiser ser tocada) massagem intuitiva — Afinar o Coração. 

Proponho workshops de desenvolvimento humano, unindo escrita e meditação, ou mentorias criativas individuais para desenvolveres um projeto de escrita ou trabalhares um tópico específico — Escrever o Coração. 

Realizo rituais fotográficos que honram a beleza singular de cada Ser — Retrato Sagrado e Corpo Vivo: Deusa Grávida.

Queres saber mais, ou marcar uma sessão? Entra em contacto comigo.

Grata. Bem-hajas!

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