Lua Nova, 25 outubro 2022

Nestes tempos, andamos todos de lupa na mão a descobrir uma série de coisas, por vezes mais do que óbvias, mas que só agora vemos. A invisibilidade da evidência é conhecida, desde a história em que o diamante roubado estava, afinal, em cima do piano da marquesa, esperando o mordomo melhor oportunidade para retirar o seu saque do palácio.

A visão implica ver além da aparência, daquilo que se foi naturalizando pela repetição. Implica ainda uma jornada interior, um confronto com as coisas que fomos escolhendo não ver. Vamos adiando a descoberta por comodidade, cobardia ou preguiça — para não alterar circunstâncias do quotidiano, nem enfrentar medos, tampouco dar-nos ao trabalho de empreender um mergulho profundo. Abraçar segredos pede empenho. E nós preferimos ir tapando o sol com a peneira, em jogos de luz e sombra que quadriculam a cena e nos permitem seguir, mais ou menos, satisfeitos, na vidinha do costume, escudados numa série de categorizações que queremos estáveis.

Chegamos a um ponto, porém, em que cresce a dissonância, à medida que certos detalhes chocam com a nossa sensibilidade desperta. Torna-se, pois, urgente defrontar o mistério, arriscando ângulos novos. E, nesse movimento, descobrimos como opera a nossa cegueira, justificada por mecanismos mentais de evasão lógica, ou por estratégias emocionais de manipulação e fuga. Então, deixamos apenas de olhar, para, de facto, ver.

Podemos, enfim, assumir responsabilidade pela nossa visão, ou tropeçar no engodo da vítima, coitadinho de mim, que fui enganado. Porque, verdade seja dita, ninguém nos engana melhor do que nós mesmos. E se até agora tínhamos escolhido o esconderijo da certeza naïve, os segredos decifrados abrirão novas rotas de (in)certeza, na dinâmica de constante descoberta que é a vida.

Image Diana V. Almeida. Quinta da Enxara, Mafra

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Sobre o meu trabalho — Energia / Prática / Criatividade / Caminho / Visão

Energia — No Afinar o Coração trabalho com técnicas de terapia energética, cristais, óleos essenciais, voz e taças tibetanas. Faço também sinergias de óleos essenciais personalizadas. Cura-te!

Prática — Nas aulas de Kundalini Yoga trabalhamos corpo, mente e espírito. Assim, abrimos caminho interno para o divino em nós. Segue-Te!

Criatividade — O Escrever o Coração une técnicas meditativas e de yoga, com estratégias de criatividade, ao encontro de ti mesmo. Escreve-te!

Caminho — No Caminhar no Coração, guiados pela Maria João Ferraz, seguimos em silêncio pela serra. Os nossos passos são pautados por propostas de meditação, yoga e escrita. Vamos caminhar juntos!

Visão— Nos Rituais Fotográficos, usamos o potencial da imagem para reforçar a autoestima. O Retrato Sagrado honra o corpo como veículo da alma, nesta encarnação. O Corpo Vivo: Deusa Grávida celebra o erotismo dos corpos que dão vida. Olha-te!

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Bem-hajas!

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